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Hospital alvo de fiscalização do CRTR RJ na mira do Ministério Público do Trabalho

Relatório gerado por auditores fiscais foi intitulado “Raio-X” devido a fiscalização realizada pelo Conselho e que possibilitou a identificação de outras irregularidades

Auditores fiscais entregaram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) relatório sobre as irregularidades no Hospital Raul Sertã, em Nova Friburgo, na Região Serrana do RJ, que, em janeiro, foi alvo de fiscalização do Conselho Regional de Técnicos de Radiologia do Rio de Janeiro (CRTR RJ). Foi após a investida dos fiscais do CRTR, que tiveram a companhia do diretor Fabiano Ladislau e do Conselheiro Nelson Amaro, que os auditores se mobilizaram para investigar outras irregularidades, por isso o relatório foi denominado “Raio-X”, já que a partir dos problemas identificado nos exames radiológicos foram reveladas as demais irregularidades internas da unidade.

De acordo com o presidente do CRTR RJ, Fabricio de Oliveira, na ocasião, os fiscais do Conselho foram apurar denúncias sobre a impressão de exame de Raios-X em folha de papel A4, prática que é vedada por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de março de 2022. No entanto, na vistoria, realizada no final de janeiro, os fiscais se depararam com um cenário bem mais crítico, identificando que os problemas eram bem piores, como o fato de nenhuma sala de Raios-X ter ar-condicionado funcionando, os corredores não terem ar-condicionado, tornando o ambiente muito quente e vulnerável à contaminação. Foi constatado ainda que a parte do processamento dos exames estava muito inferior ao recomendável, com iluminação inadequada, cheiro forte de produtos químicos e insalubridade.

Logo após a fiscalização, o CRTR RJ encaminhou à Anvisa e ao Ministério Público todos os pontos identificados, incluindo o não cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a categoria e a Prefeitura, em 2013, que cuida do reajuste salarial dos profissionais.

Fabricio lembra que esta é a essência do Conselho, fiscalizar, identificar irregularidades e leva-las aos órgãos competentes para que sejam solucionadas. “Estamos sempre atentos ao descumprimento de regras básicas para o bom exercício do trabalho, pois nossa prioridade é que todos os profissionais das técnicas radiológicas tenham um ambiente de trabalho adequado e que preserve sua saúde e a dos pacientes”, afirma o presidente.

O relatório do MPT tem 37 páginas e detalha todas as irregularidades encontradas, que vão desde o problema no Raios-X, passando por infiltrações, profissionais com caderneta de vacinação atrasada e faltas de itens básicos, como roupas de cama para os pacientes e até uniformes para os profissionais.

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